Dia 40 - Tourada e Ruby Sparks


Assim como a Espanha, Portugal também tem a tourada como tradição cultural fortíssima. Há um movimento também forte para que as touradas sejam proibidas no país, assim como fizeram na Catalunha e nas Ilhas Canárias, mas, por enquanto, há apenas 1 cidade em Portugal que conseguiu aprovar tal regra. A única proibição aderida por esse país foi a de impedir a morte do touro em praça pública. Mas há exceções para algumas cidades.

Nas últimas 2 quintas-feiras o evento chegou a Lisboa, ocorrendo no Campo Pequeno as apresentações que dividem-se basicamente em 2 momentos: a lide a cavalo e a pega. No primeiro, homens em trajes do século XVIII (ridículos, diga-se de passagem), montados a cavalo, tem como objetivo principal fincar uma espécie de lança nas costas do touro. Enquanto isso, eles escapam ao bravo touro com corridas e uma espécie de balé. No segundo momento, o forcado, a pé, chama a atenção do touro (ele grita "touro", como se o bicho soubesse que o nome dele é touro) e com as mãos na cintura segue em direção a ele, para que este o ataque. Outros forcados ficam em volta para, depois de alguns segundos, segurar o touro e "soltar" o cara que ficou quicando entre os chifres do animal. Um deles, o rabejador (aff!) segura o rabo do touro para impedir que ele avance.

(Estou tentando ser impessoal nesse relato, mas é muito difícil.)

Leandro foi assistir com alguns amigos e me chamou. Eu disse que não ia. E muito mais, claro. Ele me disse que queria conhecer essa tradição do país e ver de perto com se dava isso. Eu disse (em resumo) que por nada nesse mundo faria parte desse show ridículo e absurdo. Eu não sou o tipo de pessoa que defende os animais a  qualquer custo como os manifestantes que estão acampados em volta da arena do Campo Pequeno, mas me dá nos nervos pessoas maltratarem (apesar de não parecer, pois, no fim, o touro sai andando normalmente da arena) um ser vivo que não tem condições de decidir se negar, e pior, sem motivo algum. Apenas para se divertir e manter uma tradição que não tem mais razão de ser. Mesmo a pega, onde o animal maltratado é o ser humano (que, pelo menos, foi até lá por livre e espontânea vontade), não me interessa, porque não consigo entender como uma pessoa pode ser idiota a esse ponto.

Enquanto Leandro estava lá, eu fui assistir um filme lindo (será que eu gosto de cinema?) chamado Ruby Sparks. Cogitei ver o novo da Meryl Streep, mas aqueles  cabelos ruivos da Ruby, que eu vi no trailer outro dia, me atraíram irresistivelmente. Achava que era um romance adolescente bobinho, o que eu gosto, mas não é. É uma ideia genial. Uma história de amor bonita, mágica e engraçada.

Nos encontramos na volta. Leandro gostou do espetáculo que assistiu. Achou muito bonito e interessante. Eu fiquei leve e sorridente depois do meu filme. Se ele soubesse como o meu programa foi melhor que o dele...

3 comentários:

  1. Só de ler a sua narração, já da uma angústia. Eu tb iria preferir o filme, mas esses meninos gostam demais de adrenalina, não é?

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  2. Concordo com vc Carol, muito melhor um filminho do que esse espetáculo de horrores...rsrsrsrr

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    1. Num é, Tati? Veja esse filme! É muito fofo!

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