A Feira da Ladra, cujo nome pode se dever aos produtos de origem duvidosa existentes por lá ou ao fato de que antes a feira ladeava ("lada") o rio, começou no século XIII (!!!!) e rodou por alguns lugares da cidade até se fixar no Campo de Santa Clara, em 1882. Logo se vê que desde que o mundo é mundo o povo gosta de comprar quinquilharias. E isso me inclui totalmente. Meus olhinhos ficam loucos quando tô andando por ali, entre a infinidade de coisas baratas espalhadas por tapetes sobre o chão. Basicamente, o que mais me encanta são as louças e eu sofro por elas pesarem tanto na mala.
Quando eu já não estava mais aguentando o calor, fui descansar e sentir o vento no meu lugar em Lisboa: o Panteão Nacional. O prédio foi mandado construir por D. Maria (filha de D. Manuel I) e inicialmente seria uma igreja, mas 400 anos depois, quando ficou pronta, acabou por sedear o Panteão. Adoro esse lugar por vários motivos. É lindo demais por fora, todo branquinho e com a cúpula redondinha, e por dentro, em mármore colorido. Está sempre vazio, em qualquer época do ano e é possível tirar fotos do mosaico no chão sem nenhum pezinho te atrapalhando. Tem trilha sonora, que varia entre música clássica e Amália Rodrigues (cujo túmulo se situa ali). Do terraço, onde bate um vento delicioso, tem-se uma vista linda de Lisboa, com uma boa parte do Tejo e a Alfama.
A Alfama tem mais um monte de coisa linda pra falar. Amanhã eu continuo.