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O melhor de NYC

Pois é, vou eu me atrever a dar dicas sobre Nova York. Eu sei que todo mundo já fez isso e coisas escritas sobre essa cidade não faltam nas livrarias e blogs. Mas é justamente por isso que vou escrever. Se todo mundo já fez, porque não eu? :)

O melhor cookie da cidade - você encontra ao descer as escadinhas da Levain Bakery, na 74th com a Amsterdam Street. Eu nem sou muito fã de cookie, mas esse aí é outra categoria. Acho até que deveria receber outro nome essa coisa. Pra mim, o acompanhamento ideal pro cookie de chocolate (nunca tive coragem de comer outro sabor) é um copinho de leite gelado. Depois é só correr até o outro lado da cidade e pronto: calorias eliminadas. 

O melhor hamburguer da cidade - não foi saboreado exatamente na cidade, mas ali do ladinho, em Greenport. Preparado pelo Bryan e sua mãe, foi servido no rehearsal barbecue que aconteceu um dia antes do casamento. O hamburguer tava muito gostoso mesmo, mas degustar uma comida tipicamente americana num evento tipicamente americano em meio a pessoas tão tipicamente americanas tornou-o perfeito.

O melhor milk shake da cidade - fica num Shake Shack perto de você e tem sabor de chocolate, do melhor, derretido e gelado.

A melhor hospedagem da cidade - é a casa da Mari e do Bryan! (Fica aqui um agradecimento especial ao Bryan - que, aliás, é o melhor bombeiro da cidade - por ter nos recebido tão bem em sua casa, por ter aturado várias vozes femininas falando português ao mesmo tempo, pelo chá gelado nos dias quentes, pela preocupação e pelo bom humor, mesmo nos dias em que tinha trabalhado milhares de horas seguidas!) Mas o endereço deles é revelado pra poucos. Na verdade eu acho que todos os 5 leitores do blog já conhecem esse endereço. Mas se você está lendo isso e não é amigo da Mari, minha sugestão, diante dos precinhos nada amigos dos hotéis de Manhattan, é que você alugue um apartamento num lugar não tão frequentado por turistas e finja que mora lá. Porque melhor que conhecer NY, é morar lá.

O melhor parque da cidade - Cassia, uma amiga especialista nessa cidade, me apresentou o Bryant Park e nesse dia almoçamos lá. Eu amei de cara. Acho que gosto tanto dele porque numa cidade em que tudo é tão grande, onde tudo é tão overwhelming, aprecio lugares em que eu, estando em uma ponta, consiga avistar a outra ponta do ambiente. E porque lá eu me sinto muuuuito num filme. Tá, em quase todos os lugares de NY eu me sinto num filme. Mas desse filme eu gosto mais.

A melhor loja da cidade - um dia eu quero morar em NY. Mais precisamente na Anthropologie. Fizeram esse lugar pra mim e acabaram esquecendo de me mandar o convite pra eu me instalar. E se eu morasse lá, consequentemente, não teria que gastar um centavo com roupas, louças e fofurinhas, porque tudo já seria meu. Quem sabe um dia?

A melhor pessoa da cidade - é a Mari! Amiga, brigada por você morar aí!




Dia 52 - A loja mais bonita da cidade, São Roque e Príncipe Real

Encontrei a loja mais bonita da cidade e agradeci a Deus por não tê-la visto antes, pois gastaria todo o dinheirinho do meu marido lá mesmo. Chama-se a Vida Portuguesa e fica numa rua super fofa, a Rua Anchieta, no Chiado. Nunca tinha entrado nessa rua. Na esquina dela tem uma obra que não acaba e isso me dava uma impressão ruim. Mal sabia que atrás daquela nuvem de poeira encontraria essa belezura! Lá tem de tudo um pouco, mas sempre produtos que tenham relação com Portugal. Em uma área sabonetes fabricados aqui, em outra sala ficam as geleias e outras comidinhas típicas, e em outra paninhos e cadernos. Lá também tem livros, jogos, forminhas de biscoitos e doces e muitas sardinhas: enlatadas, em imã, em papelão, em cerâmica. E a Amália cantando "é uma casa portuguesa, com certeza". Eu queria morar lá.

Depois subi até uma praça onde tínhamos ido um dia à noite: o Jardim São Pedro de Alcântara, junto ao Elevador da Glória. Tirei umas fotos e continuei até a Igreja São Roque. Eu sou uma grande apreciadora de igrejas católicas. (Apesar de me incomodar bastante com algumas coisas como, por exemplo, encontrar muito mais referências a um Cristo machucado, morto e enterrado, do que a Ele ressurreto e vivo.) Me agrada a arte em seu lugar original, para o que ela foi criada naquela ocasião. E a grandiosidade da arquitetura continua a me deixar perplexa, assim como fazia com as pessoas há centenas de anos atrás. Gosto de pensar em quanta história tem naquele ambiente. Esta igreja é branquinha por fora, mas muito ornamentada por dentro com pinturas (tem uma gigante que cobre todo o teto), trabalhos em mármore nas colunas e muito ouro no altar. Toda essa formosura tinha razão: atrair os fiéis em época de contrarreforma. Lá dentro, comecei a ler sobre a Capela de São João Batista e fiquei abismada. Ela foi encomendada por D. João V a artistas italianos, construída lá na Itália e trazida para Portugal em 3 naus! Peguei meu queixo no chão e continuei meu passeio.

Andei até a praça do Príncipe Real. Pelo caminho um monte de lojas fofas. Na volta passei na Padaria Portuguesa, que fica aqui pertinho, e tem como especialidade o Pão de Deus. Uma espécie de pão doce com coco. Mas lá a gente encontra também outras gostosuras, como os croissants e o pão com azeitona. Ficar magra pra quê, né, gente?!