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Sobre Lisboa, com amor

Eu poderia citar inúmeros motivos pra você incluir Lisboa na sua viagem de lua-de-mel, mas o principal deles é que essa cidade desperta sorrisos em quem passa por ela. E como, nessa fase pós-casamento, já há uma tendência forte, por parte dos apaixonados, de sorrir, acredito que Lisboa somada a você e seu amor seja uma combinação perfeita. Abaixo algumas dicas pra você tirar o melhor desse lugar.


{Acorde tarde} Diferente de outras capitais europeias, Lisboa permite que acordemos mais tarde e possamos curtir cada dia com tranquilidade. A cidade é pequena e notívaga. No verão, andar pelas ruas às 10 da manhã pode te dar a impressão de que são ainda 7. E tem coisa melhor do que não se preocupar com a hora depois de toda a correria no pré-casório e cansaço de uma festa bem aproveitada? Quanto ao almoço, de qualquer forma, é bom tomar cuidado: os restaurantes, em geral, fecham às 15hs.

{Hospede-se na zona central} O centro de Lisboa é chamado de Baixa, que é o bairro que fica bem à beira do Rio Tejo e onde aconteceram fatos históricos importantes. De um lado da Baixa está o Chiado e do outro a Alfama. Na outra extremidade, de frente pro Tejo, está a Avenida da Liberdade. Todos esse lugares te garantem uma boa hospedagem já que a maioria dos pontos turísticos imperdíveis estão mesmo nessa região. Uma opção, com a vantagem de te fazer sentir o gostinho de como seria morar na cidade, é alugar um apartamento através do site Airbnb.

{Ande} A pé, pra descobrir becos singulares; de bonde, pra ver a cidade através de janelinhas charmosas; ou de elevador, pra subir as ladeiras mais íngremes. Não se preocupe em pular de um ponto turístico a outro, mas em desvendar, de mãos dadas, essas ruas de paralelepípedos e pedras portuguesas, com casas forradas de azulejos. Ande pela Rua Augusta, fotografe o Arco Triunfal, atravesse a Praça do Comércio, se perca ouvindo fado pela Alfama, passeie pelo Chiado, alugue uma bicicleta no Parque das Nações, caminhe por Belém e aproveite cada um desses passos.


{Olhe pra cima} A arquitetura tão rica em detalhes é característica marcante de todo o país. Em Lisboa você vai poder apreciar a arquitetura manuelina do Mosteiro dos Jerônimos e o estilo pombalino das construções da Baixa. Bem como o céu azul onipresente em boa parte do ano, especialmente emoldurado pelas ruínas do Mosteiro do Carmo. E suba, pra poder conferir, por exemplo, as vistas do Castelo de São Jorge, do Elevador de Santa Justa e da Torre de Belém.

{Delicie-se} A cozinha portuguesa, como a maioria de nós, brasileiros, conhecemos, é simples, mas extremamente apetitosa. Você pode encontrar verdadeiros tesouros gastronômicos em lugares mínimos, como a Adega dos Lombinhos ou em restaurantes com lindas decorações como o Sacramento. Pode-se comer na calçada, como no Pateo 13 ou no terraço, como no Terraço BA. Se quiser, belisque enlatados no Sol e Pesca ou experimente diversos pratos no menu degustação do 100 maneiras. Lembrando que a comida portuguesa não se resume a bacalhau: qualquer peixe é sempre divinamente preparado, assim como as carnes de porco.

{Beba café} "Uma bica, se faz favor." é o código pra se conseguir uma xícara de café expresso. Depois do jantar ou do almoço, os portugueses se deslocam até uma cafeteria ou pastelaria especificamente para fechar a refeição com um cafezinho. Acompanhado de um pastel de natas (o melhor fica mesmo na Pastéis de Belém), de um pão de Deus da Padaria Portuguesa ou de uma queijada em qualquer lugar, é também uma boa opção prum lanchinho a qualquer hora. E pra tomar um desses com Fernando Pessoa, é só ir à "A Brasileira".


{Ame} O que me trouxe até essa cidade foi o amor e talvez seja por isso que eu veja tanto romance nela. Espero que, da mesma forma, você possa aproveitá-la com o amor da sua vida e sejam imensamente felizes nesses primeiros dias de casados. 



OBS: Esse post foi originalmente publicado no blog lindo da Manu, o Colher de Chá Noivas!

Dia 57 - Sushi, Centro Cultural de Belém e mais um pastel, se faz favor


Dormimos super tarde na noite anterior e acabamos acordando já na hora do almoço. Fomos pro Chiado escolher um restaurante e me deu vontade de entrar naquele japonezinho da esquina da Rua Anchieta, o Fashion Sushi. Apesar da má impressão que esse nome me dá (essa palavra já deu, né?), o lugar era lindo e estava com pouca gente. Leandro foi de yakisoba (ele não curte japa) e eu comi um combinado muito do bom. De lá partimos pra Belém pra conhecer o Centro Cultural.

Como é ano do Brasil em Portugal (que vai de setembro de 2012 a junho de 2013), o país tá cheio das programações envolvendo artistas brasileiros, como shows, exposições e palestras. No CCB tinha acabado de abrir a do Helio Oiticica e a gente (quero dizer, eu) queria ir lá ver. Mas, depois que cheguei lá, as obras dele foram as que menos me chamaram atenção (apesar de ter me divertido muito com elas, porque Leandro, meu marido desculturado, fazia piada de todas). O lugar é maravilhoso. A área externa (que aparece aí na foto) é feita pra você perder (ganhar) tempo nela. E há ainda tantos trabalhos lindos de outros artistas, como a Joana Vasconcelos. Lá dentro fica o Museu Coleção Berardo que abriga arte moderna e contemporânea, cheio de cores e ideias que fazem meus olhinhos brilharem. E pra finalizar o passeio, dou de cara com a melhor loja de museu da cidade. Compramos um caleidoscópio da vida real que é o maior sucesso entre os amigos que frequentam minha casa. Quase um alucinógeno. Amei tudo.

Antes de ir embora, já que estávamos em Belém, óbvio que a gente não ia pra casa de mãos abanando. Saboreamos nossos últimos pasteizinhos de Belém. Até logo, amores. (Tô falando com os pasteis).

Dia 19 - Retrospectiva: Belém

Ontem eu não fiz nada, gente. Quer dizer, eu passei o dia inteiro lendo meu livro.

E agora? E essa pressão pra eu escrever alguma coisa interessante nesse blog super acessado? rs

Tenho escrito sobre os lugares conforme vou visitando, mas tem um lugar que eu fui na semana passada e eu não falei muito, porque já tínhamos conhecido os principais monumentos na temporada passada: Belém.

Belém é um lugar não só lindo, como mega importante historicamente. Foi de lá que saíram as naus do Seu Vasco e Cia atrás de terras para descobrir e conquistar. Inclusive a nossa. E em homenagem a esse momento existe um monumento chamado Padrão dos Descobrimentos, que tem justamente o formato de uma caravela e fica posicionada de frente pro Tejo, cheia de navegadores, poetas e jesuítas.

Em frente à entrada do monumento, existe uma praça com uma rosa dos ventos enorme, expondo as rotas dos descobrimentos, os ventos, monstros da época. Lá de cima do monumento dá pra ver a rosa inteira, perfeitinha e tirar várias fotos legais. Quer dizer, isso se você não tiver 1,57. Subi lá e fiquei com tanta raiva porque o muro é super alto e eu não via nada. Desci emburrada. Eu e as crianças.


Do Padrão você avista a tão famosa Torre de Belém. Quando construída, pouco antes de 1500, ela fazia parte do grupo de fortificações que defendiam um país que era uma potência global e é toda decorada com motivos que remetem ao nacionalismo português. Antes do terremoto ela era totalmente cercada de água, mas hoje existe uma prainha colada nela.


Em frente à Torre fica um campo bem grande, onde a gente fez nosso pic-nic na semana passada e onde, no verão, rolam alguns eventos.

Junto com a Torre, como patrimônio mundial da UNESCO, está o Mosteiro dos Jerônimos. Um dos lugares mais lindos que eu já visitei. Foi encomendado por D. Manuel I quando Vasco da Gama voltou da Índia, financiado justamente pelo comércio de especiarias. O lugar é cheio de referências à navegação, animais esquisitos e plantas que nada tem a ver com a Europa. O que mais me encanta é infinidade de símbolos da arquitetura manuelina, que é uma mistura tão linda e criativa, além do cuidado que se teve com esse mosteiro especificamente. Já vimos outros parecidos, mas não tão ricos e tão bem cuidados. É muito difícil parar de tirar foto lá, principalmente quando o céu tá azul.


Por último, mas talvez o mais importante, porque de barriga vazia ninguém anda isso tudo: os pastéis de Belém. Tudo quanto é doce por aqui é chamado de pastel, assim como o de nata. O pastel de Belém é o pastel de nata perfeito. Você vai encontrar muitos deles pela cidade, mas o melhor você só encontra em Belém mesmo. O lugar parece pequeno, mas é bem grande e a fila que sempre tem, na porta e pra sentar nas mesas, anda muito rápido. Vale a pena sentar e comer o pastelzinho recém saído do forno, acompanhado de um cafezinho ou um leitinho puro (meu caso).

Boa noite, pessoal.

Dia 08 - Verãozão

Acordamos depois do meio-dia e no final da tarde partimos pro picnic em Belém. O objetivo era assistir o pôr-do-sol por lá.

A gente tem andado pela cidade impressionados por como ela está diferente nessa temporada. O motivo é o verão!

Na primavera já encontrávamos muitos turistas pelas ruas, mas não há como comparar com esse momento. A cidade está cheia! Muito cheia! E você houve o tempo todo muitas línguas e sotaques, principalmente o inglês americano e o espanhol. Eles estão de férias e em busca do calor. Sem dúvida, Portugal é um dos melhores lugares pra passar as férias de verão. Desde que chegamos aqui, não choveu nenhum dia e o céu tá lindo, azul, sempre.

A costa do país também é linda e como é pequeno, as pessoas conseguem aproveitá-lo bem, mesmo que fiquem poucos dias.

Eu acho fofo como os europeus amam o verão, mesmo que essa estação não combine muito com eles. Hihi. Pra quem mora em uma cidade que tem o mesmo clima quase que o ano inteiro (nós), é muito estranho ver a reação do povo aqui ao verão. Que, aliás, é bem parecido com o inverno carioca.

Chegando em Belém tivemos uma surpresa. Tava acontecendo um showzinho de uma moça com uma voz muito bonita que cantava jazz, bossa nova e claro, um fadinho. Encontramos bastante gente já aproveitando o parque com seus amigos, cachorros e crianças.

Ficamos lá, curtindo nossas comidinhas, a boa música e a brisa. Quer dizer, brisa pra eles, né? Pra gente tava mais pra um vento gelado. E como não estou acostumada a carregar casaquinhos em dias de verão, acabou que o plano de esperar o sol se pôr mixou porque eu estava com frio!

Eu nunca gostei do verão. Tenho calafrio de pensar em dezembro no Rio de Janeiro. Também não gosto de praia. Essa história de passar horas suja de areia e sal, sem roupa, não me desce muito bem. Mas, olha, ficar deitada na grama, com uma roupa bonitinha,  debaixo da sombra e sem suar, eu bem gostei.